Acesso Reservado aos Alunos

Untitled Document Os Kahunas e o Segredo do Huna

Os Kahunas e o Segredo do Huna

Texto de: Silvia Addor, publicado na revista Shanti no.3, de março de 2003


Os antigos "Kahunas", sacerdotes estabelecidos no Havaí, chamavam a energia curativa que possuímos, de "mana" e o sistema que empregavam para utilizá-la, denominavam "huna".

Naquele tempo, o natural e o sobrenatural eram a mesma coisa. O mana era considerado um simples ato de magia e não havia céticos para negar sua existência.

A palavra huna significa segredo e a palavra kahuna significa aquele que guarda segredo. Este segredo é o conhecimento de como fazer acontecerem os milagres, seja na cura ou na vida diária.

Ninguém sabe exatamente a origem dos Kahunas. Alguns vêem uma ligação entre eles, os primitivos astronautas e os Continentes perdidos. Sua história chegou até nós oralmente e as lendas, naturalmente, variam. Provavelmente os primeiros Kahunas eram membros de 12 tribos antigas que viviam no Saara, quando este ainda era verde e viçoso. Ao se tornar árido, mudaram-se para o Egito de onde, talvez, seus segredos tenham sido usados na construção das pirâmides e na formação básica de várias religiões misteriosas. Finalmente, devido ao temor e à repressão, abandonaram o Egito e se estabeleceram no Havaí, embora haja quem diga que uma tribo voltou à África e se fixou nos Montes Atlas.

Infelizmente, os Kahunas, sempre pouco numerosos e com sua sabedoria psíquica, com o tempo tornaram-se menos universais. Porém, o que continuou, pelo menos no Havaí, foi o sistema de "magia" prática (curas milagrosas, controle das condições meteorológicas, influência sobre o fogo, profecias, etc.) executada até a chegada dos missionários cristãos.

Estes missionários entenderam o huna como magia negra e a sua prática foi proibida. Mas, embora oficialmente contra a lei, continuou a se desenvolver secretamente. As autoridades raramente puniam um Kahuna em ação, pois temiam provocar sua ira. O poder ou mana usado pelos Kahunas, tanto servia para fazer o mal quanto para curar. Contudo, o huna se opõe fortemente a fazer o mal a qualquer pessoa.

A eficácia do huna está baseada no profundo conhecimento da natureza, incluindo a humana. Os Kahunas são excelentes psicólogos e profundos conhecedores das ciências naturais. O resultado disso é a matéria com a qual os milagres são feitos.

O essencial para o sucesso do funcionamento do sistema é a premissa de que cada indivíduo possui três EU's (ou espíritos): o primeiro é o EU Superior, uma espécie de divindade onisciente; o segundo é o EU Mediano, que corresponderia à nossa vontade consciente; e o terceiro é o EU Inferior, primitivo, que controla apetites e desejos. Estes três EU's podem ser comparados às definições psicológicas de superconsciente, consciente e subconsciente.

Cada um destes três EU's contém seu próprio segundo corpo, um corpo etéreo; e cada um desses segundos corpos tem seu próprio tipo de poder específico.

Há dez elementos no sistema huna, a saber:




1. EU Inferior ou Subconsciente:

Tem memória, mas não pode raciocinar. Localiza-se no plexo solar.

2. EU Mediano ou consciente:

Não tem memória, mas tem total poder de raciocínio Corresponde ao hemisfério esquerdo do cérebro.

3. EU Superior ou superconsciente:

Conhece o passado, o presente e muito do futuro que já foi planejado, criado ou projetado em seu nível. Atua como um super eu ou anjo guardião paterno. Corresponde ao hemisfério direito do cérebro.

4. Corpo etéreo do EU Inferior:

Embora visível, é denso e adere a tudo que tocamos. Quando afastado do objeto tocado, dele se desprende uma longa linha imperceptível que liga a pessoa à coisa, numa união semipermanente. Não se sabe por quanto tempo perdura esta linha e o corpo etéreo em si.

5. Corpo etéreo do EU Mediano:

Não adere e não emite fios. É um condutor de mana de média voltagem, usado para pensar e querer; também forma o corpo espectral, no qual o espírito funciona depois da morte.

6. Corpo etéreo do EU Superior:

É a morada do Eu Superior e raramente faz contatos com o corpo físico.

7. Energia usada pelo corpo etéreo do EU Inferior:

Consiste em uma força elétrica de baixa voltagem, que pode fluir sobre as linhas aderentes descritas no item quatro. Pode carregar substâncias químicas com ela, ao fluir de pessoa para pessoa; pode tomar a forma de magnetismo e ser armazenada em substâncias porosas, como a madeira.

8. Energia usada pelo corpo etéreo do EU Mediano:

É responsável pelas atividades do pensamento e da vontade.

9. Energia usada pelo corpo etéreo do EU Superior:

É alta voltagem da força vital, tão alta que pode desintegrar átomos; realiza milagres.

10. O corpo físico que abriga os três EU's.





A magia atribuída aos Kahunas baseia-se na idéia dos três EU's e na sua capacidade de manipular a energia (ou mana) dos três corpos etéreos.

Obviamente, a fim de realizar esta operação, os três EU's devem estar em comunicação entre si. O subconsciente e o superconsciente comunicam-se entre si, sem que o consciente se dê conta disto. Quando um Kahuna quer que alguma coisa aconteça, ele apela para o seu EU Inferior, o qual então se comunica com o EU Superior.

Este processo poderia ser descrito da seguinte maneira: o EU Inferior, cuja sede é o plexo solar, envia suas mensagens ao EU Mediano, via sistema reticular operante (SRO). Trata-se de um complexo de nervos, composto por fibras nervosas, em forma de cone, que sai da base do cérebro e penetra em todas as partes do cérebro.

O SRO é denominado de "Porteiro da Consciência". Todas as informações que obtemos do EU Inferior são canalizadas através dele.

O Eu Inferior continuamente envia mensagens para o EU Superior através do SRO, porém, estas mensagens desviam-se da percepção do nosso consciente, enquanto estivermos voltados para o Mediano. As mensagens ao EU Superior são limitadas pela programação no EU Inferior; e o EU Mediano pode alcançar o EU Superior, somente através do EU Inferior. Assim, um dos principais objetivos no huna é remover as limitações do que pode ser enviado ao EU Superior, o hemisfério direito do córtex.

O Kahuna tem como um dos objetivos principais aumentar a atividade do hemisfério direito, pois é aí que os conceitos superiores são entendidos e onde se dá o pensamento criativo.

O EU Superior pode revelar-nos relacionamentos que nunca poderíamos ver de outra maneira. Pode criar estruturas que englobam informações armazenadas em nossa memória. Se você deseja que o EU Superior o ajude a realizar seus desejos, peça que conseguirá. O EU Superior vê sua vida como um todo, como o inter-relacionamento de todos os acontecimentos que ocorrem nela. Entretanto, o EU Superior só pode se manifestar através do hemisfério direito do cérebro e, este só pode ser ativado pela energia enviada pelo EU Inferior.

Os métodos pelos quais a pessoa pode se comunicar com o seu EU Inferior, são:




Através de hipnose: O estado hipnótico é comumente obtido através do relaxamento corporal, acompanhado por uma concentração num número limitado de estímulos. É a primeira prática que remonta à antigüidade, onde era usada como técnica mágico-religiosa pelos babilônios, egípcios e gregos. A Hipnose permite claramente ao EU Inferior que se exprima com liberdade.Um dos maiores valores da hipnose é fornecer ao EU Inferior ou subconsciente, um meio de nos dizer o que realmente queremos ou precisamos.

Através dos sonhos: Que, assim como a hipnose, constituem ainda um mistério. Ninguém sabe o que são, embora inúmeras teorias tentem explicá-los. O huna sugere que eles (sonhos), são um meio para o EU Inferior se comunicar com o EU Superior. A atitude do huna diante dos sonhos, parece indicar que o EU Inferior, durante o sonho, tenta integrar à personalidade, todas as atividades incompletas do dia e ligar estas experiências às experiências incompletas do passado. O propósito, aparentemente, é formar uma estrutura nacional. Também o EU Inferior usa os sonhos para tentar influenciar os acontecimentos futuros.
Os sonhos são produções teatrais escritas e encenadas pelo EU Inferior e sua matéria prima é tudo aquilo com que não nos ocupamos, quando estamos acordados.
O sono, de acordo com o huna, oferece uma ocasião propícia para o EU Inferior receber sugestões. Várias horas depois de deitar-se, talvez um registro se inicie automaticamente, como uma lista de orientação. O EU Inferior escutará as palavras e as converterá em pensamento. Então elas são recolhidas em seu corpo etéreo, onde permanecem inacessíveis ao processo normal de racionalização do EU Mediano após o despertar.

Através do pêndulo: Uma das maneiras mais fáceis de entrar em contato com o EU Inferior. Fazendo as perguntas certas, o EU Mediano é capaz de encontrar fixações e complexos bem profundos no EU Inferior. Você acha errado ganhar dinheiro? Você quer continuar casado? Você gosta de ser mãe? Perguntas como estas podem receber respostas surpreendentes e muito instrutivas, visto que os sentimentos verdadeiros da pessoa estão envolvidos.
Um pêndulo se move em cinco direções diferentes: vertical (sim), horizontal (não), para a direita (bom), para a esquerda (ruim) e em diagonal (talvez). Estes movimentos variam de acordo com o indivíduo e cada um tem seu próprio movimento de pêndulo. Os principiantes podem descobrir que lado pertence ao positivo, segurando o pêndulo e falando em voz alta a palavra SIM várias vezes. Depois deve fazer o mesmo para o negativo, usando a palavra NÂO.
O pêndulo, além de servir para obter contato com o subconsciente, tem mais aplicação do que se possa imaginar. Por exemplo: para determinar o local de uma doença, a escolha do alimento, decisões de todas as espécies, etc. De acordo com os partidários do pêndulo, as possibilidades deste instrumento são infinitas.




O mana é provavelmente o nome mais antigo conhecido para a energia curativa; talvez, um dia, venhamos a descobrir que os antigos Kahunas, com seu sistema ético de psico-religião, sabiam as respostas das perguntas que a maioria de nós apenas começou a fazer.

.................................................................................................................

Texto de: Silvia Addor 
publicado na revista Shanti no.3, de março de 2003


Artigos